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sábado, 8 de novembro de 2014

Lucky Man*


Well, I'm a lucky man
With fire in my hands

Happiness
Something in my own place
I'm standing naked
Smiling, I feel no disgrace
With who I am
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just where I am

But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn?
All the love I have is in my mind?

I hope you understand
I hope you understand

Gotta love that'll never die

(...)

The Verve - Lucky Man

domingo, 4 de agosto de 2013

mimos*


" The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars. "

Jack Kerouac

segunda-feira, 13 de maio de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

ensinem-me aquilo que faz falta.


primeiro fecho a porta e por cada vez que rodo a chave atraso-me mais um minuto. não penso o que me espera neste dia de inverno. nunca penso.
o dia de hoje é mais um amanhã presente. só que apenas mais um.
vejo o sol a querer espreitar pela janela tal como o meu vizinho que só estaciona o carro de frente. despeço-me dos gatos dizendo que os amo e que já volto.
mal eles sabem que ao sair é para me esconder de mim mesma num aprender que me faz falta. então fujo, correndo embrulhada neste dia de inverno.




sábado, 24 de novembro de 2012

passado, presente e futuro.


Viver uma vida desapaixonada e culta, ao relento das ideias, lendo, sonhando, e pensando em escrever, uma vida suficientemente lenta para estar sempre à beira do tédio, bastante meditada para se nunca encontrar nele. Viver essa vida longe das emoções e dos pensamentos, só no pensamento das emoções e na emoção dos pensamentos. Estagnar ao sol, douradamente, como um lago obscuro rodeado de flores. Ter, na sombra, aquela fidalguia da individualidade que consiste em não insistir para nada com a vida. Ser no volteio dos mundos como uma poeira de flores, que um vento incógnito ergue pelo ar da tarde, e o torpor do anoitecer deixa baixar no lugar de acaso, indistinta entre coisas maiores. Ser isto com um conhecimento seguro, nem alegre nem triste, reconhecido ao sol do seu brilho e às estrelas do seu afastamento. Não ser mais, não ter mais, não querer mais... A música do faminto, a canção do cego, a relíquia do viandante incógnito, as passadas no deserto do camelo vazio sem destino...

Livro do Desassossego.