fui até lá um destes dias espreitar.
Mostrar mensagens com a etiqueta visitas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta visitas. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 13 de maio de 2013
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
o fim do mundo é quando nós quisermos.
anoto estes dias como um abrigo.
eu bem sabia que estava a precisar.
já não me lembrava de ver tão pouco rico em tanto. virar todas essas esquinas molhadas do tempo e observar tanta roupa a secar no estendal da varanda. de vasos com flores que nunca vi em cada degrau de escada. pois é preciso tornar o caminho alegre nem que seja o de casa. já não me lembrava sequer de ouvir o silêncio que se esconde por detrás das ruas invadindo tudo sem pedir licença, como um suspiro trazendo descanso.
respirar aqui vale a pena. vi cada canto. desde as casas de pedra frias ás árvores por ali espalhadas tão nítidas como uma paisagem real do que é passado, presente e futuro aos olhos de quem lá vive. são certamente como bens que ficam. pouco se ouve. mas ao mínimo gesto tudo se distingue e sente. a verdade é apreciar sempre como um regresso. saber compreender e sentir o cheiro agradável da lenha que queima. sentir o frio tornando todo o ambiente por si só quente. sentir a beleza que é a alquimia da aldeia. pressentir os passos cansados de quem por lá passa de hora em hora deixando sempre uma saudação no ar. é sinónimo de algo novo, eu vi. aqueles olhares dizem tudo. é tão pouco comum que se torna num facto inaudito. até os gatos que lá habitam mostram a sua curiosidade e aparecem como gotas de chuva escondidas entre as folhas das árvores. «aqui a curiosidade não matou o gato», antes pelo o contrário. faz com que com ela surja a vida.
terminei o livro que estava a ler num quarto que não era o meu. num quarto com paredes húmidas. com aroma a antigo perfeito. estava sem música e sem os meus gatos. deixe-me ficar com a manta que trouxe de casa pousada sobre as pernas folheando o que era meu, deitada numa cama que vi-a pela primeira vez. é um costume meu mas agora também antigo no verdadeiro sentido da palavra. senti que momentos e rituais se encaixam em qualquer época como também em qualquer lugar do mundo. o panorama e as sensações são diferentes mas todo o resto é igual.
anoto o regresso com uma certa melancolia mas não de tristeza. apenas de dias como um abrigo.
Etiquetas:
a felicidade existe,
amor,
desafogo,
liberdade,
momentos,
o nosso mundo,
palavras soltas,
por aí,
único,
viagens,
vida,
visitas
Local:
6090 Penamacor, Portugal
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
visita inesperada
by: Ana Luz
Fazia eu tal ideia que iria parar hoje ao hotel Intercontinental do Porto.
Ver os cantos à casa digamos assim. Com direito a visita guiada e tudo. Bem, que luxo! Só aquele quarto de dois andares e escadas feitas de vidro.. magnífico.
O pormenor de requinte em todo o lado, desde a passadeira onde pisamos, ao candeeiro que nos ilumina.
Rendi-me aquela sala de estar ou bar, possuem tais cores quentes que só de olhar já nos aquecem numa noite fria como a de hoje. Envolvida em conversas e vivências, mas ao mesmo tempo não resistia em contemplar a cidade lá fora. Estava calma, serena, numa solidão intensa.
Apenas o sinal de transito ao alterar a sua cor me despertava atenção.
Não me podia esquecer do delicioso cocktail de frutos vermelhos a acompanhar este bocadinho de noite.
Obrigada!
Subscrever:
Mensagens (Atom)