segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

são como livres fatias.

a melancolia do amor
é o latejar de uma veia
é o assustar do tempo 
e o estremecer dos dias.
despi-me sobre o espelho 
e num reflexo real se afastou o efeito
que me comeu da cintura ao peito.
implorei o teu abrigo
como um prazer alheio
quis ouvir o som dos teus sonhos
navegar no suor das tuas mãos 
como se viajasse nas poucas entranhas que me restam.
são estes os pedaços quebrados que deixo
que abandono sobre os móveis da sala
que espalho sobre o chão do quarto
e que envolvo nos lençóis da cama 
como livres fatias desfeitas 
de quem comeu tudo aquilo que sentiu 
mas sem saber porquê.











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