terça-feira, 26 de junho de 2012

O Abominável


O vítor é vocalista de duas bandas. usa camisa de flanela aos quadrados brancos, pretos e vermelhos. deve ser a preferida. a escolhida entre tantas outras. eu não conheço o vítor. observo por vezes que utiliza fotografias enigmáticas de um forasteiro em descoberta dele mesmo e de tudo o que o envolve. talvez ele respire isso. o vítor transmite bonança no olhar, pureza na forma como fala e é humilde de gesto. o vítor sabe do que gosta. música. transmite pouco e ao mesmo tempo transmite muito. o vítor dá-me a conhecer a música. e hoje alimentou-me. eu não conheço o vítor. vi o vítor uma vez, e nunca foi em circunstâncias provocadas. nunca o vi a cantar à minha frente em tempo real. mas já vi o vítor sobre a relva. ele disse que a intensidade é  o grau que importa, pois só assim transmite o que sente verdadeiramente. o vítor pensou que o objectivo foi de apimentar quando honestamente acho que foi o de arrepiar. o vítor dá a conhecer o trabalho de tantos outros como ele. tem sempre uma palavra acrescentar de forma a “dilatar” e expandir o trabalho de alguém ali presente. isso é bonito e gratificante para quem o sente.  o vítor, acho eu que cria as próprias letras dando-lhes vida  e alma depois ao cantá-las. o vítor é assim aos meus olhos. 

quando penso nisto, Abominável. não consigo pensar em tais sinónimos como detestável, insuportável ou até mesmo odioso. 
mas isso sou eu.

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