O vítor é vocalista de duas bandas. usa camisa de flanela aos quadrados brancos,
pretos e vermelhos. deve ser a preferida. a escolhida entre tantas outras. eu
não conheço o vítor. observo por vezes que utiliza fotografias enigmáticas de
um forasteiro em descoberta dele mesmo e de tudo o que o envolve. talvez ele
respire isso. o vítor transmite bonança no olhar, pureza na forma como fala e é
humilde de gesto. o vítor sabe do que gosta. música. transmite pouco e ao mesmo
tempo transmite muito. o vítor dá-me a conhecer a música. e hoje alimentou-me. eu
não conheço o vítor. vi o vítor uma vez, e nunca foi em circunstâncias
provocadas. nunca o vi a cantar à minha frente em tempo real. mas já vi o vítor
sobre a relva. ele disse que a intensidade
é o grau que importa, pois só assim
transmite o que sente verdadeiramente. o vítor pensou que o objectivo foi de apimentar
quando honestamente acho que foi o de arrepiar. o vítor dá a conhecer o trabalho
de tantos outros como ele. tem sempre uma palavra acrescentar de forma a “dilatar”
e expandir o trabalho de alguém ali presente. isso é bonito e gratificante para
quem o sente. o vítor, acho eu que cria
as próprias letras dando-lhes vida e
alma depois ao cantá-las. o vítor é
assim aos meus olhos.
quando penso nisto, Abominável. não consigo pensar em tais sinónimos como detestável, insuportável ou até mesmo odioso.
mas isso sou eu.
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