Quando formos ambos as sombras do que ficou para trás amarás menos ao habitar a minha alma?
Tocarás na minha face com mãos de quem alimenta?
Sentirás o bater do peito a rasgar como uma doença interna?
Eram apenas pensamentos.
E ao pegar no retrato, embora sinta o adeus, dizia para ela mesma "somos mesmo loucos".
Onde habita agora a tua alma, que já tem mais a forma de um sumido corpo...
Teremos ficado sempre na extremidade um do outro?
Será que a razão fugiu e levou com ela a vontade?
Eram apenas especulações.
Aquilo que era de uma beleza delicada, que faz despertar sentimentos era apenas o "leite" neutro num estado infantil de amor. E é disso que vivemos e desprezamos ao mesmo tempo.
"Somos mesmo loucos".
Eram apenas certezas.
Foi quando largou tudo o que segurava nas mãos porque sabia naquele momento que tinha de ir.
Sairia dela pela primeira vez numa libertação para além da própria incompreensão, tremendo de medo pela paixão por tudo aquilo que sabia existir.
Os mais belos dias da vida, pensou ela.
Nice ;-)
ResponderEliminarNice ;-)
ResponderEliminarobrigada Nuno. :)
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