Quando comecei a praticar foi na tentativa de consertar alguma coisa que eu sentia que estava errada. Andava ansiosa , sem perceber o porquê e de onde vinha tal desassossego. Digamos que para mim foi uma espécie de escape da minha realidade para o mundo. E à medida que fui praticando, dia após dia fui sentindo um desabrochar interior. A “arrumação” dentro de mim foi surgindo, o errado começou por se tornar certo e desde esse momento percebi que um novo caminho estava a chegar. Nele abriram-se portas, janelas, postigos e até gavetas...tornando sempre a procura numa constante vontade onde eu pudesse pousar a mente e o corpo. Seja numa sala de aula, numa praia ou até mesmo num jardim perto de casa. É poder parar, respirar e descobrir o que realmente se está a sentir naquele momento esquecendo todo o resto. Hoje levo comigo o yôga para todo o lado como parte importante da minha vida. Ele é sem dúvida o meu tesouro mais precioso!
vaguear no concreto não espero um palácio como nas histórias sem fim apenas aguardo degraus entre paredes brancas não quero reinos nem desejo preciosos diamantes anseio um simples beijo madrugadas que me tragam frescura não sei se me iludo em fantasias como a maioria das poesias a existência tem outro sentido quando o coração apressa divagar ao sabor das ondas do mar amor que vai e volta sabe bem renovar como o próprio respirar e tudo o que somos se resume a um olhar de sorrisos cúmplices deixados num altar onde imagino segredos vindos de histórias por revelar assim o tempo se arrasta no próprio tempo cada hora emerge cada dia se aflora sobram gestos de afecto rasgam-se os beijos vindos da pele esquecendo todas as fugas e omitindo as dúvidas entre os ódios só para chegar mais cedo para quem não consegue esperar atravesso a vida subo as escadas sem promessas e procuro-te onde haja sol vou desenhar na tua alma a ternura com paisagens e aromas quentes escrever com os dedos que sim até quando irá ser assim uma eternidade sem fim...