e o que me entreteu enquanto esperava a minha vez na loja do cidadão!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
uma tarde que relembro
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.
Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.
Sophia de Mello Breyner
aconselho
For seven years, Mark Knopfler and Emmylou Harris quietly compiled a treasure trove of duets. The result,
All the Roadrunning.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
looking for the great escape
by: Ana Luz
gets in his car and drives her away far from all the things that we are
force a smile and breathes it in and breaths it out;
he says bye, bye, bye to all of the noise.
on a bad day, looking for the great esscape.
Espaço Curvo e Finito
by: Eurico
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
José Saramago
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
sinto-te casa.
Acabo de estacionar o carro.
Abro a porta e saio rapidamente na esperança de não me atrasar.
Agora, com mais regularidade frequento o meu verdadeiro lar.
Observo aquela pequena praça mesmo em frente de casa, onde da imaginação tudo criava…
As escadas possuem canteiros de ambos os lados, e é na primavera que brotam as mais lindas flores, preenchendo tudo com vida e cor.
Esse cheiro que surge das paredes brancas é do vinho do avô que está na arrecadação.
Sempre gostei mais do aroma desse elevador porque é forte e intenso. Percorre-me de tal forma pelas narinas, sentindo como se de repente entrasse numa “ máquina do tempo” em que o passado ausente de um modo fugaz se apressa, este leva-me até as mais belas e remotas lembranças. Estas que sinto bem presentes e se apoderam da mente, como lapas de uma rocha.
Adoro.
Pois é único.
Estão bem intrínsecas, firmes, seguras.
E mesmo que as tentem arrancar, inspiro para sentir tudo de novo a converter...
a mudar.
a mudar.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
eu prometo
se tu por acidente. eu te garanto que. se tu por acidente acontecer algo de mau. é porque foste burra. agora se tu quiseste fazer algo, o acidente pode ser uma oportunidade por um lado ou sorte. como dizem os outros, não. eu digo a “sorte protege os audazes”.
Arrisca só um bocadinho assim.
Para experimentares.
tecto de estrelas.
sábado, 22 de outubro de 2011
Paul Auster reads Sunset Park
inigualável & intenso
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
chegaste. é quando te questionam sobre tudo. mera curiosidade. talvez não. Pior é quando não te dizem o porquê. é simples. não há resposta. o sim nem sempre quer dizer razão. ou verdade. vejo olhares brilhantes. sorrisos discretos. abraços perfeitos. beijos que ficam a meio. nem chegam acontecer. são sinais incompletos. acho que falamos diferentes línguas. hoje acusas. amanhã perdoas. a alma é incoerente. não consigo. fecho os olhos. a boca continua calada. as palavras pairam no ar. não querem sair. deita-te. esquece. comigo. hoje. agora. és livre. o cheiro permanece. como é forte e doce. o corpo aquece. deseja. o meu pensamento bloqueia. não te vejo. mas espero. sinto. só depois. repenso em tudo. tremo. medo. tudo outra vez. não há conclusão. sensação de impotência. não acredito. tudo outra vez.chegaste.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
asthánga sádhana
início da prática.
sentar numa posição firme.
confortável.
pernas cruzadas.
costas eretas.
respiração lenta.
profunda.
absorver o ar a sua volta.
vive.
abraçe.
toda a prática de swásthya.
yôga antigo.
pré-ariano.
pré-clássico.
resgatado por shiva.
Dakshinacharatántrika-Nírishwarasámkhya yôga.
prática em 8 partes.
regras gerais de execução.
de forma coreográfica.
sorria.
sinta prazer.
sinta alegria.
busque o seu auto-conhecimento.
naturalmente.
o seu caminho.
a sua evolução.
A.L
If I only had a wish...
I'd wish we hadn't learned the hardest way...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
dou asas a mais um movimento
...uma forma instintiva de comunicar-se através do corpo por meio de padrões próprios de movimento...
ensina-lhe a viver sem portas
Sempre é preciso saber
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
e roubar-te um beijo
Ficou parado mais alguns instantes com a água pela cintura, antes de sair do rio e lhe entregar o livro. Tinha as calças grudadas no corpo e não parou de andar. Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles.
Markus Zusak - A menina que roubava livros
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
justificar o injustificável

Durante anos José Sócrates usou a mais velha táctica da cobardia política: dividir para reinar.
Virar uns contra os outros e governar à custa do conflito. Pais contra professores. Trabalhadores do privado contra funcionários públicos. Precários contra trabalhadores com vínculo. Novos contra velhos. A estratégia funcionou durante uns tempos. Até já todos terem sido vítimas do ódio. E foi aí que todos se viraram contra ele e já não havia quase ninguém para o defender. Colheu o clima social insuportável que semeou.
Sem argumentos morais, políticos e económicos para justificar as suas mentiras eleitorais e o roubo de funcionários públicos e reformados, Passos Coelho resolveu seguir pela mesma linha. Porque assalta os trabalhadores do Estado - que ele despreza, porque despreza o papel do Estado - para cumprir um programa que nos afastará do fim da crise? Por uma questão de justiça. Sim, isso mesmo: Passos fala de justiça para explicar um ato de pilhagem. Diz que os trabalhadores do Estado recebem 10% a 15% mais do que os trabalhadores do privado.
Não é apenas uma mentira. É uma mentira perigosa.
Passos Coelho esquece-se de dizer que entre estes trabalhadores estão, por exemplo, a maioria dos médicos e professores deste País (já para não falar de magistrados, diplomatas, enfermeiros, técnicos superiores da Administração Pública). Ou seja, que o Estado, pelas suas obrigações, contrata muito mais trabalhadores qualificados e licenciados do que o privado. É isto, e não qualquer desigualdade salarial, que explica esta diferença. Não é o salário de cada um, é o conjunto da massa salarial. Compara-se o que é comparável. Comparem, só para dar um exemplo, o que ganha um médico no sector privado e no público e perceberão rapidamente que o Estado não paga bem. E, por isso mesmo, assistimos a uma sangria de bons médicos do público para o privado, com prejuízo para todos nós.
Segundo um estudo de 2006, da consultora internacional Capgemini, encomendado pelo Ministério das Finanças, os funcionários públicos recebem, em média, salários mais baixos do que se estivessem a trabalhar no sector privado. As diferenças vão dos 30% a 100%. As diferenças maiores são nos trabalhadores licenciados. As menores nos trabalhadores menos qualificados - mesmo estes com vantagem para o privado. Ou seja, os funcionários públicos ganham menos quando comparados com trabalhadores do privado com as mesmas funções ou habilitações. A não ser que Passos Coelho julgue que pode pôr pessoas sem formação superior a lecionar nas escolas ou a fazer cirurgias, está a fazer demagogia e populismo com um assunto muito sério e num momento demasiado grave para truques idiotas.
Dirão que o estudo tem cinco anos. Será pior agora. Os funcionários públicos foram quem mais perdeu nesse período. De 2005 a 2013 (só com as medidas já anunciadas), terão perdido, em média, quinhentos euros de salário bruto. Um terço do seu salário médio.
Quando tomou esta medida Passos Coelho fez uma declaração de guerra a funcionários públicos e reformados. Mas depois destas declarações explicou que procura essa guerra. E se é assim que lidará com a revolta de todos aqueles a quem tenciona roubar rendimentos de trabalho seria bom olhar com atenção para a Grécia. Poderá descobrir que o mito dos "brandos costumes" nacionais é mesmo isso: um mito.
mudrás
um gesto de carinho,
um gesto de pacificação,
um gesto de tolerância.
um gesto sentido,
um gesto profundo,
um gesto de bênção.
mãos que afagam,
mãos que realizam,
mãos que seguram mãos,
dos companheiros.
seja qual for o gesto
transmite a força e o amor
que brota do âmago da sua alma
e irrompe pelas próprias mãos..
Tratado de Yôga
DeRose
domingo, 16 de outubro de 2011
a vida tem destas coisas
tu
minha alegria
meu carinho
minha paciência
minha confidente
meu abraço
minha companhia
minha calma
A.L
minha alegria
meu carinho
minha paciência
minha confidente
meu abraço
minha companhia
minha calma
meu porto seguro
minha melhor amiga.
o valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que aconteçem.
A.L
diz-me ela hoje assim.
by: Ana Luz
tenho medo que não consigas suportar esta vida. gostava de te poder ajudar, mas não sei como. não tenho forças. estou cansada. trabalhei toda a minha vida, sem parar. sinto que é o limite. choro todos os dias. a minha cabeça já nem pensa como queria. acho que não vou ser capaz. sinto-me sozinha. não suporto a televisão. é uma angustia só de ouvir e olhar. só quero é ouvir música. sentir o calor do sol. respirar o ar do jardim aqui perto de casa. contemplar o rio. todos temos fases. esta está a ser a minha pior. estou presa em mim mesma. desculpa se não fui/sou uma boa mãe. mas amo-te incondicionalmente.
A.L
a tarde foi assim.
" You must understand the whole of life, not just one little part of it. That is why you must read, that is why you must look at the skies, that is why you must sing and dance, and write poems, and suffer, and understand, for all that is life."
- J Krishnamurti
Difícil é saber como se encontrar.
Nada sabemos da outra alma
Senão da nossa.
São olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Difícil é interpretar os silêncios!
Fernando Pessoa
sábado, 15 de outubro de 2011
The sky is getting dark tonight
I wanna lay in the dust
The dust is gonna fall here when i lie
God know it's just the devil in me
The devil that's taking my hand to the fire
I never wanna leave you now
Leave you like the sun is gonna disappear
But it's just believing now
Believing in my heart is what I've come to fear
The dust is gonna fall here when i lie
God know it's just the devil in me
The devil that's taking my hand to the fire
I never wanna leave you now
Leave you like the sun is gonna disappear
But it's just believing now
Believing in my heart is what I've come to fear
Dizem que o tempo cura tudo.
by: Ana Luz
" agarrei-me a ti como a um cais de pedra e em ti encontrei tudo o que precisava para me saborear, saboreando-te... "
...és responsável por tudo aquilo que cativas!
Saudades desse tempo feliz, colorido, brilhante e tão fácil.
Não sabia o que era a maldade, não entendia o olhar triste nas pessoas e o peso que aparentavam carregar. Naquela altura o que eu carregava era uma simples mochilinha com brinquedos, ou então empurrava um carrinho de bonecas para ir brincar para o jardim. Sem imaginar um dia mais tarde o que seria, como seria. A minha preocupação passava por brincar mais um dia. Mas o peso a sério, aquele de que falava a pouco, surgiu, aconteceu comigo. Também o comecei a sentir. Estranhei ao inicio. E a mochila com brinquedos? Essa já não havia. E foi quando percebi que com tudo o que possa acontecer na vida, sou a favor de manter a inocência das crianças. Elas não precisam de saber o quanto será difícil quando crescerem, o que terão que enfrentar, ver, sentir, perceber… pois não é fácil.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
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