http://huffthis.bandcamp.com/album/tuff-love
completamente rendida.
do inicio ao fim.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
há-de haver um poema que me tire daqui.
« percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. somos feitos daquilo que chega à alma. e a alma tem um tamanho diferente do corpo. »
valter.hugo.mãe
domingo, 29 de abril de 2012
ensinar.
by: Ana Luz
Don’t you cherish me to sleep
Never keep your eyelids clipped
Hold me for the pops and clicks
I was only for the father’s crib
Hair, old, long along
Your neck onto your shoulder blades
Always keep that message taped
Cross your breasts you won’t erase
I was only for your very space
Hip, under nothing
Propped up by your other one, face ‘way from the sun
Just have to keep a dialogue
Teach our bodies: haunt the cause
I was only trying to spell a loss
Joy, it’s all founded
Pincher with the skin inside
You pinned me with your black sphere eyes
You know that all the rope’s untied
I was only for to die beside
So itʼs storming on the lake
Little waves our bodies break
There’s a fire going out,
But there’s really nothing to the south
Swollen orange and light let through
Your one piece swimmer stuck to you
Sold, I’m Ever
Open ears and open eyes
Wake up to your starboard bride
Who goes in and then stays inside
Oh the demons come, they can subside
Bon Iver, Calgary
sábado, 28 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
um acaso. um caso.
como é bom ouvir-te JP Simões. *
digo e volto a dizer
« se for para me fazer sentir emoções verdadeiras, então aí sim. por favor tira-me os pés do chão.»
porque de coisas passageiras estou eu farta.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
liberdade condenada

porquê festejar o 25 de Abril se a ditadura ainda não acabou.. ?!!
soube também à pouco que alguns alunos de uma escola aqui do Porto criaram mais de 2000 cravos pretos. vão distribuir pela cidade como forma de protesto.
seja como for. estamos condenados na mesma.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
qual é o gajo que se preze que não manda o seu piropo
este é novo para mim, contaram-me hoje.
vai uma mulher descansada pela rua fora.. quando alguém lhe diz.
ele: o teu pai foi ou é um terrorista?
ela: não. porquê?!
ele: então não sei como fez grandaaa bombaaaa!
AHAHAHAH.
este mundo está perdido. O_o
vai uma mulher descansada pela rua fora.. quando alguém lhe diz.
ele: o teu pai foi ou é um terrorista?
ela: não. porquê?!
ele: então não sei como fez grandaaa bombaaaa!
AHAHAHAH.
este mundo está perdido. O_o
a verdade é que
Etiquetas:
desafogo,
fotografia,
palavras soltas,
por aí
Local:
Porto, Portugal
colossal
by: Ana luz
o olhar que apazigua a alma.
o toque que dá força e confiança.
o auxílio nos meus passos diários.
a beleza inigualável.
as expressões singulares.
o sentimento que nunca morre.
o aroma de linhagem.
a voz que atinge a verdade.
a perícia de saber ser.
o sorriso exclusivo.
o ser diferente e igual.
a amizade que não termina.
a distância que não separa.
o sangue como descendência.
mas o amor que habita...
ai esse. é um conforto impossível de descrever.
pois esse é meu.
só eu o sinto.
é colossal.
Parabéns mãe e obrigada por tudo!! *
domingo, 22 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
a origem de tudo.
as portas do metro abrem-se quando ela entra de mãos dadas com a mãe.
vinha de tranças no cabelo e mochila às costas. devia ter uns seis, sete anos talvez. as calças estavam manchadas de terra de tanto embarrarem no chão, pois chovia nesse dia. para ela nada de preocupante, agora para a mãe sim. delicadamente dobrou-as para que não chegassem a casa em estado pior do que já estavam. sorriram uma para a outra. docemente sentou-se como gente "grande". cruzou as pernas, pousou as mãos sobre elas observando tudo o que se passava à sua volta. aquele olhar atento foi de encontro ao meu. um olhar que não mente nem esconde segredos. tão puro e inocente entre as realidades mais penosas, complicadas, árduas que nos "cercavam" naquele espaço. não resisti e pisquei-lhe o olho deixando-a assim mais à vontade e "segura". retribui-me da mesma forma corando. permanecemos naquela comunicação de sorrisos e expressões misteriosas sentidas. foi ali que me fez recuar no tempo. ocorreram as repentinas saudades dos tempos em que ficava horas sentada no sofá a ver filmes de VHS até já não haver posição pois tinha que decorar as falas e músicas por inteiro. cantava-as à minha mãe e a quem mais quisesse ouvir. de seguida surgia a alegria quando vestia aquelas saias rodadas para dançar a lambada como se não houvesse amanhã. era a avó que me as oferecia. decidia então que tinha que colorir mais um livro até a tinta da caneta acabar. claro que depois só restavam aquelas cores escuras de pouco uso.ai, como ficava triste quando isso acontecia. mas o telefone de casa era o meu " faz de conta" preferido. criava as minhas história, aquelas que me apetecia no momento. irreais. vividas tão intensamente ao ponto de parecerem as minhas verdadeiras histórias. ora umas vezes era uma "mãe chateada a falar com o professor do filho que tinha mau comportamento". outras vezes " a namorada que mandava raspanetes por telefone porque ele namorado parvo gritava com ela e não a ia visitar com mais frequência." ou então " ligar para as amigas a lamentar o facto de estarem doentes e não poderem sair ".
vida de criança é mágica. instantânea e veloz. (isso efetivamente não é só coisa de adultos).
é uma maravilha que encanta só de ver. uma vontade enorme de permanecer e ficar num atraso impedido e demorado.
hoje vou procurar um pijama carregado de figuras e contá-los até adormecer. se conseguir encontrar digo-vos quantos contei e como eram.
e só por um bocadinho.
poder ser criança e achar que tudo é festa.
adormecer a saber que não há começo nem fim.
que não sei o que é a dor.
que a beleza existe em tudo. tanto no bem como no mal.
vinha de tranças no cabelo e mochila às costas. devia ter uns seis, sete anos talvez. as calças estavam manchadas de terra de tanto embarrarem no chão, pois chovia nesse dia. para ela nada de preocupante, agora para a mãe sim. delicadamente dobrou-as para que não chegassem a casa em estado pior do que já estavam. sorriram uma para a outra. docemente sentou-se como gente "grande". cruzou as pernas, pousou as mãos sobre elas observando tudo o que se passava à sua volta. aquele olhar atento foi de encontro ao meu. um olhar que não mente nem esconde segredos. tão puro e inocente entre as realidades mais penosas, complicadas, árduas que nos "cercavam" naquele espaço. não resisti e pisquei-lhe o olho deixando-a assim mais à vontade e "segura". retribui-me da mesma forma corando. permanecemos naquela comunicação de sorrisos e expressões misteriosas sentidas. foi ali que me fez recuar no tempo. ocorreram as repentinas saudades dos tempos em que ficava horas sentada no sofá a ver filmes de VHS até já não haver posição pois tinha que decorar as falas e músicas por inteiro. cantava-as à minha mãe e a quem mais quisesse ouvir. de seguida surgia a alegria quando vestia aquelas saias rodadas para dançar a lambada como se não houvesse amanhã. era a avó que me as oferecia. decidia então que tinha que colorir mais um livro até a tinta da caneta acabar. claro que depois só restavam aquelas cores escuras de pouco uso.ai, como ficava triste quando isso acontecia. mas o telefone de casa era o meu " faz de conta" preferido. criava as minhas história, aquelas que me apetecia no momento. irreais. vividas tão intensamente ao ponto de parecerem as minhas verdadeiras histórias. ora umas vezes era uma "mãe chateada a falar com o professor do filho que tinha mau comportamento". outras vezes " a namorada que mandava raspanetes por telefone porque ele namorado parvo gritava com ela e não a ia visitar com mais frequência." ou então " ligar para as amigas a lamentar o facto de estarem doentes e não poderem sair ".
vida de criança é mágica. instantânea e veloz. (isso efetivamente não é só coisa de adultos).
é uma maravilha que encanta só de ver. uma vontade enorme de permanecer e ficar num atraso impedido e demorado.
hoje vou procurar um pijama carregado de figuras e contá-los até adormecer. se conseguir encontrar digo-vos quantos contei e como eram.
e só por um bocadinho.
poder ser criança e achar que tudo é festa.
adormecer a saber que não há começo nem fim.
que não sei o que é a dor.
que a beleza existe em tudo. tanto no bem como no mal.
terça-feira, 17 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
mensagens em chávenas de café
e quando te servem um café com a frase " aqueça a sua alma " escrita na chávena...
das duas uma, ou tomas acreditando que aquela é a única salvação. ou pedes outro na esperança que te digam outra coisa qualquer.
olha esta agora. até as chávenas me " falam ".
fui pesquisar mais sobre este tal café mensageiro chamado de jeronymo.
e não é que me deparo com este slogan:
« em cada chávena que se serve há uma história que se conta, um segredo que se revela, uma pessoa que se conhece, um negócio que se fecha, uma ideia que nos surge...»
agora percebo.
nunca nenhum café me fez refletir tanto como este.
já basta os pacotes de açucar nicola.
das duas uma, ou tomas acreditando que aquela é a única salvação. ou pedes outro na esperança que te digam outra coisa qualquer.
olha esta agora. até as chávenas me " falam ".
fui pesquisar mais sobre este tal café mensageiro chamado de jeronymo.
e não é que me deparo com este slogan:
« em cada chávena que se serve há uma história que se conta, um segredo que se revela, uma pessoa que se conhece, um negócio que se fecha, uma ideia que nos surge...»
agora percebo.
nunca nenhum café me fez refletir tanto como este.
já basta os pacotes de açucar nicola.
sábado, 14 de abril de 2012
promissor
by: Ana luz
congelei da cabeça aos pés. o nó no estômago voltou. ohhh, não!!
sentei-me logo no que estava ao lado, admirando esse.
honestamente nem tive coragem de me sentar no "teu". certamente alguém deve ter notado a expressão de nostalgia que se instalou em mim. também não era para menos. o melhor foi não dizer nem uma palavra. não conseguia sequer parar de o contemplar. imaginando o que vivi. sem ninguém para ver passei a mão ao de leve só mesmo para me certificar. o tecido e a cor eram os mesmos. não restavam dúvidas naquele momento. apenas memórias e recordações. nunca foi tão bom "viver" num sofá. mesmo o breve e curto espaço de tempo nele passado, foi o insuficiente. mas talvez o suficiente para compreender como era saboroso e formidável adormecer nele sem roupa ou até mesmo só de manta. sim! como uma tentação incontrolável de todas as vezes que me sentava ou deitava sobre ele. o conforto nada significava. não importava. pois a todo o momento e a toda a hora se habitava nele. em mim deixava o fascínio e a certeza que eras tu quem amava naquele momento e naquela hora. as noites eram sublimes. os aromas pairavam no ar tão presentes como perfume acabado de aplicar. a alegria espalhava-se entre paredes. a música a nossa confidente. adorava deitar-me entre as tuas pernas e assim se passavam as horas. ora num silêncio erótico carnal, ora num adormecer confiante e seguro. era perfeito para nós este inocente sofá.
tão inconfundível aos meus olhos como uma certeza óbvia de que fui muito feliz nos tempos que vivi nele.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
o futuro tem muitos nomes
by: eurico
Não há nada como o sonho para criar o futuro.
Utopia hoje, carne e osso amanhã.
Victor Hugo
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Fincher continuas a ser o meu preferido.
o outro lado da moeda
A trapeira do job
Houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da
época da
infância, da primeira caneta de tinta-permanente, da
primeira bicicleta, da
idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro
frigorífico e do
primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido
ao estrangeiro.
Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a
refeição seguinte o
sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a
carne ou peixe
restante, se fazia "roupa velha". Tempos em que as
camisas iam a mudar o
colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se
tingia a roupa
usada, tempos em que se punham meias-solas com protectores.
Tempos em que
ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se
guardava o "fatinho
de ver a Deus e à sua Joana".
E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na
Inglaterra dos
Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945
passava-se fome na
Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a
selvajaria humana
pode arrasar.
Houve tempos em que se produzia o que se comia e se
exportava. Em que o
País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas,
searas.
Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais
tinham como
filhos uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último
modelo de mil
e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros
também tinham.
Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para
os encravarem
no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão
motorizada da
sua potência genital.
Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree
viver no
condomínio fechado, e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas
revistas
instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de
spas e de marcas,
assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o
símbolo de
status como a língua nos cães para a sua raça.
Foram anos em que o Campo se tornou num imenso ressort de
Turismo de
Habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail
party e a rave.
Houve quem pensasse até que um dia os Serviços seriam o
único emprego
futuro ou com futuro.
O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos
dos pais e primos
parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando
regressavam à
cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do
que não lhes
custara a cavar e às vezes nem obrigado.
O país que produzia o que se podia transaccionar, esse,
ficou com o
operariado da ferrugem, empacotados como gado em
dormitórios, e que os
víamos chegar mortos de sono logo à hora de acordarem, as
casas verdadeiras
bombas-relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges,
nos filhos, na
idiotização que a TV tornou negócio.
Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal,
vivia o mundo
subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a
sub-gente. Os
intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação,
que o conceito
de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos
sistemas supunha
que o real era apenas uma noção, a teoria da informação
substituía os
cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da
computação universal.
Um dia os computadores tudo fariam, o Ser-Humano tornava-se
um acidente no
barro de um oleiro velho e tresloucado que, caído do Céu,
morrera pregado a
dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com
o seu filho e
mais uma trinitária pomba.
Às tantas, os da cidade começaram a notar que não havia
portugueses a
servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que
não havia
portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e
eslavos.
A chegada das lojas-dos-trezentos já era alarme de que se
estava a viver de
pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga
das lojas
chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o
festim prosseguia
e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e
até ao dia
quinze os táxis não tinham mãos a medir.
Fora disto, os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos
ricos. O ganhão
alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo
novo turista
absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos,
intelectuais,
claro, e sempre pela reforma agrária, e vai um uísque de
malte, sempre ao
lado do povo, e já leu o New Yorker?
A agiotagem financeira, essa, ululava. Viviam do tempo,
exploravam o tempo,
do tempo que só ao tal Deus pertencia, mas, esse, Nietzsche
encontrara-o
morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a
Conta-Ordenado, veio tudo
quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum Banco quer
que lhe
devolvam o capital mutuado, quer é esticar ao máximo o lucro
que esse
capital rende.
Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós
todos, os
Bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting, ao seja
como for desde
que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.
Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas,
sendo
futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês
adivinham, para
aconselhar-nos a ir àquele Balcão bancário buscar dinheiro,
vendemo-nos ao
dinheiro, enforcarmo-nos na figueira infernal do dinheiro.
Satanás ria. O
Inferno começava na terra.
Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo
perpétuo do
fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam
para o poder,
querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada
do crédito
servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles
vendiam à
noite propaganda governamental e, nos intervalos,
imbecilidades e
telefofocadas, que entre a oligofrenia e a debilidade mental
a diferença é
nula. E, contentes, cretinamente contentinhos, os
portugueses tinham como
tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do
dia e da noite
e os comentários políticos dos "analistas" que
poupavam os nossos miolos de
pensarem, pensando por nós.
Estamos nisto.
Este fim-de-semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.
Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não
acabou. Nessa
altura, em Bizâncio, discutia-se o sexo dos anjos. Talvez
porque Deus se
tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o
Diabo tenha
ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job
que somos grande
parte de nós.
José António Barreiros
sábado, 7 de abril de 2012
finalmente o tenho

depois de tanto o procurar. desde correr quase todas as cadeias de lojas, livrarias antigas, feiras do livro que de tempos a tempos se realiza. enviar vários emails para a editora original a tentar saber se por acaso não sobrou nenhum escondido algures numa caixa. pois a única coisa que me sabiam dizer era «está esgotado.» aquilo já entrava como um enjoo no meu estômago. até que desisti.
ontem numa tarde de passeio com um amigo fui dar de caras com ele onde menos esperava. só sabia que se tratava de uma feira independente na arte da ilustração no porto. entrei silenciosamente. ele estava ali pousado em cima de uma mesa no centro, acompanhado de outros tantos livros. eu sabia que estava a minha espera. foi aí que o agarrei sem desonra e pudor. agora és meu! dirigi-me ao local de pagamento com este nas mãos e olhos a cintilar feita cachopa. digo-vos nunca tirei o dinheiro com tanto prazer da carteira.
num obrigada único e satisfeito fui deliciar-me com resto da feira sem nunca largar a preciosidade daquele momento.
« um livro para todos os dias. » do planeta tangerina algures numa feira de paredes brancas.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sensibilidade
by: Ana luz
o baloiço pode não ser o mesmo.
mas o cheiro a ferrugem que ficam nas mãos é claramente igual aos outros.
intenso e penetrante.
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