primeiro fecho a porta e por cada vez que rodo a chave atraso-me
mais um minuto. não penso o que me espera neste dia de inverno. nunca
penso.
o dia de hoje é mais um amanhã presente. só que apenas mais um.
vejo o sol a querer espreitar pela janela tal como o meu vizinho
que só estaciona o carro de frente. despeço-me dos gatos dizendo que os amo e que já volto.
mal eles sabem que ao sair é para me esconder de mim mesma num
aprender que me faz falta. então fujo, correndo embrulhada neste dia de
inverno.

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