domingo, 13 de janeiro de 2013

não me esqueço.

descubro em mim pequenos pedaços recalcados de um passado desaparecido.
pensava eu poder confiar no que me foi dito ao longo de todos estes anos.
longas reflexões foram feitas num resgate próprio. 
nunca é suficiente este acto de pensar. 
a sentença já se sente e a decisão aproxima-se vagarosamente.
começo por esquecer promessas. esquecer datas. esquecer dias passados.
esquecer pormenores que em outros tempos me traziam sinceridade no olhar e conforto nos braços.
perder lembranças é como esquecer que alguma vez existimos.
mas o reconhecimento torna-se "capa" de todas essas memórias presentes.
omitir por falta de coragem é como um abandono prematuro em que mais tarde leva ao esquecimento. 
viver a pensar para esquecer é não querer em esquecer. 
não é descuido nem desleixo. 
é viver recalcado num passado presente. 
e disso eu não me esqueço. 












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