quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

...lembrei-me de ti, quando beijara teu rosto de homem, devagar, devagar beijara, e quando chegara o momento de beijar os teus olhos, lembrei-me de que então eu havia sentido o sal na minha boca, e que o sal de lágrimas nos teus olhos era o amor por ti.
mas, o que mais me havia ligado em susto de amor, fora, no fundo do fundo do sal, tua substância insossa, inocente e infantil: ao meu beijo tua vida mais profundamente insípida me era dada, e beijar teu rosto era insosso e ocupado trabalho paciente de amor, era mulher tecendo um homem, assim como havias tecido, neutro artesanato de vida.


A paixão segundo G.H

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